Quanto custa o tratamento com flibanserina em território nacional

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A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos).

Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens. Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de ereção ou uma ereção flácida. Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -, tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito.

Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual.

Muita parra, pouca uva

O homem terá de sentir desejo sexual e para isso contribui em grande medida a participação do parceiro sexual. Para saber mais sobre a disfunção sexual no homem, clique aqui. A perda de desejo sexual nas mulheres pode ter uma causa biológica, que pode e deve ser tratada, mas a maior parte das vezes as dificuldades são causadas por outros motivos – as expectativas desfasadas em relação ao parceiro sexual, a falta de comunicação entre o casal, a perda de qualidade na relação, o acumular de preocupações durante o dia, a satisfação com o próprio corpo ou as crenças e mitos. O primeiro passo é descontrair e falar abertamente sobre os desejos e dificuldades – porque a mulher também tem direito a ter fantasias sexuais. Para um encontro sexual satisfatório aposte nos estímulos, como o ambiente envolvente ou os aromas, mas evite o consumo de bebidas alcoólicas que pode ter um efeito contrário.

Dose inicial recomendada

Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para viagra feminin a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas”, disse Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual. A partilha entre o casal é fundamental para que a mulher possa ter mais desejo sexual, até mesmo a partilha das tarefas domésticas, para que a mulher tenha mais tempo livre para relaxar, porque o desejo da mulher depende da disponibilidade emocional, intelectual, erótica e física. Se os dois elementos do casal não conseguirem, sozinhos, resolver as dificuldades enfrentadas na vida íntima, podem sempre recorrer a um terapeuta sexual. E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima. O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”, disse o urologista Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
Viagra Professional100mg270 + 6 comprimidos456.97€ 435.21€
Viagra Original100mg64 + 4 comprimidos264.15€ 251.57€
Viagra Genérico150mg270 + 10 comprimidos326.61€ 311.06€
Viagra Soft Tabs100mg270 + 10 comprimidos419.95€ 399.95€
Viagra Genérico25mg180 + 6 comprimidos154.93€ 147.55€
Viagra Genérico50mg120 + 6 comprimidos129.64€ 123.47€
Viagra Genérico150mg30 + 2 comprimidos72.32€ 68.88€
Viagra Professional100mg30 comprimidos88.92€ 84.69€
Viagra Professional100mg20 comprimidos71.14€ 67.75€
Viagra Genérico150mg120 + 8 comprimidos177.58€ 169.12€
Viagra Genérico150mg10 comprimidos36.73€ 34.98€
Viagra Genérico25mg120 + 6 comprimidos125.56€ 119.58€
Viagra Super Active100mg90 + 10 comprimidos165.61€ 157.72€

Refira-se portanto que, mesmo para os homens que sofram de disfunção erétil, o Viagra e outros medicamentos não garantem uma ereção. O homem terá de sentir desejo sexual e para isso contribui em grande medida a participação do parceiro sexual.

Viagra: para que mais o sildenafil é usado para além da de?

Com as mulheres, as coisas dependem de uma miríade de fatores." Depois do fracasso, as farmacêuticas gradativamente fecharam as torneiras e o ciclo do financiamento abundante para pesquisas em fisiologia sexual minguou. Prause, que a essa altura já estava no departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia como pesquisadora associada, começou a enfrentar resistência interna na instituição para continuar tocando um estudo sobre orgasmo e depressão.

Viagra com alimentos e álcool

Para saber mais sobre a disfunção sexual no homem, clique aqui. A perda de desejo sexual nas mulheres pode ter uma causa biológica, que pode e deve ser tratada, mas a maior parte das vezes as dificuldades são causadas por outros motivos – as expectativas desfasadas em relação ao parceiro sexual, a falta de comunicação entre o casal, a perda de qualidade na relação, o acumular de preocupações durante o dia, a satisfação com o próprio corpo ou as crenças e mitos. O primeiro passo é descontrair e falar abertamente sobre os desejos e dificuldades – porque a mulher também tem direito a ter fantasias sexuais. Para um encontro sexual satisfatório aposte nos estímulos, como o ambiente envolvente ou os aromas, mas evite o consumo de bebidas alcoólicas que pode ter um efeito contrário.

Falem sobre a vossa vida sexual, as fantasias, as preferências e os desejos de cada um. Pensar em sexo é o melhor ‘afrodisíaco’ natural. Uma das principais causas para viagra feminin a diminuição do desejo sexual é a ausência de fantasias e experiências sexuais positivas”, disse Fernando Mesquita, psicólogo clínico e terapeuta sexual.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

O aumento do fluxo de sangue para os órgãos sexuais também faz parte da resposta sexual feminina. Quando uma mulher fica excitada, o corpo intensifica a circulação sanguínea nas paredes vaginais e no clitóris, que aumenta de tamanho, assim como os pequenos lábios - um processo chamado vasocongestão. O problema é que, muitas vezes, as mulheres não chegam nem a se dar conta de que isso acontece. "Nós estudamos isso por anos e, para as mulheres, não é tão fácil autoavaliar a vasocongestão", ressalta Prause. "Então nós sabíamos que a chance de fazermos algo nesse sentido e de que as mulheres relatassem que de fato estavam sentindo alguma coisa era praticamente zero." A maioria dos problemas sexuais das mulheres não tem relação com um fluxo insuficiente de sangue para região genital, destaca Lori Brotto, professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e diretora do Laboratório de Saúde Sexual da mesma instituição.

Quais são as interações entre o Viagra e outros medicamentos?

Especialmente o mais comum deles: a perda ou a redução do desejo sexual. Nos homens, aliás, o viagra não funciona sem desejo - é preciso "ativação" do cérebro para que haja ereção. A questão central, nesse caso, é que o mecanismo de manifestação do desejo é bastante diferente entre homens e mulheres. Na visão de Prause, ainda que tudo isso estivesse claro desde cedo para muitos dos cientistas envolvidos nas pesquisas, o potencial de vendas de uma droga que pudesse chegar ao mercado com o mesmo marketing do viagra fez com que muitas farmacêuticas ignorassem os alertas. "Nós avisamos que não iria funcionar", ela reitera. A partilha entre o casal é fundamental para que a mulher possa ter mais desejo sexual, até mesmo a partilha das tarefas domésticas, para que a mulher tenha mais tempo livre para relaxar, porque o desejo da mulher depende da disponibilidade emocional, intelectual, erótica e física.

Legislação Ano Objetivo principal Impacto no acesso
Decreto-Lei n.º 176/2006 2006 Estatuto do medicamento Define regras de introdução no mercado
Portaria n.º 1471/2004 2004 Comparticipação de medicamentos Nenhum afrodisíaco feminino é comparticipado
Lei n.º 21/2014 2014 Investigação clínica Facilita ensaios clínicos em Portugal
Regulamento INFARMED 2020 Venda online de medicamentos Restringe venda de produtos não aprovados

Se os dois elementos do casal não conseguirem, sozinhos, resolver as dificuldades enfrentadas na vida íntima, podem sempre recorrer a um terapeuta sexual. Para desconstruir alguns mitos sobre o desejo e satisfação sexual, aqui tem o link certo. Descoberta por acaso pela Pfizer, a "pílula azul" se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Só nos primeiros três meses, os americanos compraram o equivalente a US$ 400 milhões da droga para disfunção erétil. Não demorou para que a indústria farmacêutica voltasse os olhos para a outra metade do mercado - as mulheres - e visse aí uma oportunidade de dobrar seus lucros. "Eu comecei a estudar fisiologia sexual bem na época em que o viagra apareceu. E a sensação era de que, naquele momento, muito dinheiro passou a fluir para a pesquisa em sexologia", relembra Nicole Prause, neurocientista e pesquisadora ligada à Universidade da Califórnia (UCLA). Nossa ciência [fisiologia sexual] ainda é de certa forma marginalizada, é vista como uma área arriscada. Há muitas companhias que não querem nem chegar perto desse assunto." Quase 25 anos e muitos milhões de dólares depois, a indústria farmacêutica nunca conseguiu emplacar uma versão da "pílula azul" para as mulheres. A história do viagra masculino é bastante conhecida. "Quando alguns dos participantes dos testes clínicos começaram a relatar que vinham tendo mais ereções que o normal. Nós inicialmente não demos muita atenção, achamos que se devia ao fato de os participantes serem homens jovens." A decisão de investigar melhor veio quando um trabalho publicado por pesquisadores americanos mostrou como um dos componentes do fármaco que eles vinham testando (chamado inibidor PDE5) agia sobre o tecido do corpo cavernoso do pênis, aumentando a circulação sanguínea na região. "Meu chefe pediu que organizasse um estudo para entender se aquilo era real ou um 'acidente'", lembra Boolell. Tempos depois, as pesquisas com o viagra mostrariam que esse aumento da circulação era de fato capaz de provocar ereções e de mantê-las por mais tempo.

Quem não deve usar

A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos). Mas este composto não serve para aumentar o desejo sexual nos homens. Serve para tratar a disfunção erétil quando esta é causada por motivos fisiológicos, como a irrigação insuficiente do pénis que provoca a falta de ereção ou uma ereção flácida.

Eficácia clínica: o que dizem os estudos?

Se a causa da falta de ereção no homem for psicológica – causada ora pelo mito de que o homem tem de estar sempre pronto, ora pelas exigências de um bom desempenho -, tanto o Viagra como outros medicamentos no mercado não terão qualquer efeito. Neste caso os especialistas recomendam terapia sexual. E mesmo quando a causa primária da disfunção erétil não é psicológica, este fator acaba por influenciar a vida sexual seja pela antecipação do fracasso ou pela diminuição da autoestima. O comprimido só permite que os mecanismos estejam prontos a funcionar”, disse o urologista Pepe Cardoso, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Refira-se portanto que, mesmo para os homens que sofram de disfunção erétil, o Viagra e outros medicamentos não garantem uma ereção. E a primeira abordagem viagra masculino comprar da indústria farmacêutica ao voltar seus esforços para um possível viagra feminino se baseava exatamente nesse princípio: literalmente bombear mais sangue para a vagina e para o clitóris. "O tecido que dá origem aos órgãos sexuais femininos e masculinos é o mesmo nas fases iniciais do desenvolvimento do feto", explica Boolell. "Esse tecido vai se diferenciando à medida que é exposto aos hormônios, mas as células-tronco que dão origem aos órgãos sexuais são essencialmente as mesmas [em meninos e meninas]. E a enzima fosfodiesterase tipo 5 [PDE5] também está presente no tecido genital feminino.

A nova aposta nos antidepressivos

Nós inicialmente não demos muita atenção, achamos que se devia ao fato de os participantes serem homens jovens." A decisão de investigar melhor veio quando um trabalho publicado por pesquisadores americanos mostrou como um dos componentes do fármaco que eles vinham testando (chamado inibidor PDE5) agia sobre o tecido do corpo cavernoso do pênis, aumentando a circulação sanguínea na região. "Meu chefe pediu que organizasse um estudo para entender se aquilo era real ou um 'acidente'", lembra Boolell. Tempos depois, as pesquisas com o viagra mostrariam que esse aumento da circulação era de fato capaz de provocar ereções e de mantê-las por mais tempo. E a primeira abordagem viagra masculino comprar da indústria farmacêutica ao voltar seus esforços para um possível viagra feminino se baseava exatamente nesse princípio: literalmente bombear mais sangue para a vagina e para o clitóris. "O tecido que dá origem aos órgãos sexuais femininos e masculinos é o mesmo nas fases iniciais do desenvolvimento do feto", explica Boolell.

Início e duração do efeito

"Esse tecido vai se diferenciando à medida que é exposto aos hormônios, mas as células-tronco que dão origem aos órgãos sexuais são essencialmente as mesmas [em meninos e meninas]. E a enzima fosfodiesterase tipo 5 [PDE5] também está presente no tecido genital feminino. Então nós pensamos: 'Bom, se funcionou com os homens, tem uma boa chance de que tenha impacto nas mulheres'." Os exames fisiológicos chegavam a mostrar um aumento da circulação sanguínea na vagina e no clitóris, mas tanto as participantes do grupo placebo quanto as que estavam tomando viagra não relatavam melhora na função sexual. Outras farmacêuticas realizando pesquisas semelhantes vinham se deparando com o mesmo problema - o que não chegava a ser surpresa para os especialistas em fisiologia sexual que já pesquisavam como a questão do fluxo sanguíneo se encaixava na equação da satisfação sexual. Esse era o caso da cientista Nicole Prause, na época envolvida em um dos projetos do viagra feminino nos EUA. Então nós pensamos: 'Bom, se funcionou com os homens, tem uma boa chance de que tenha impacto nas mulheres'." Os exames fisiológicos chegavam a mostrar um aumento da circulação sanguínea na vagina e no clitóris, mas tanto as participantes do grupo placebo quanto as que estavam tomando viagra não relatavam melhora na função sexual. Outras farmacêuticas realizando pesquisas semelhantes vinham se deparando com o mesmo problema - o que não chegava a ser surpresa para os especialistas em fisiologia sexual que já pesquisavam como a questão do fluxo sanguíneo se encaixava na equação da satisfação sexual. Esse era o caso da cientista Nicole Prause, na época envolvida em um dos projetos do viagra feminino nos EUA.

O aumento do fluxo de sangue para os órgãos sexuais também faz parte da resposta sexual feminina. Quando uma mulher fica excitada, o corpo intensifica a circulação sanguínea nas paredes vaginais e no clitóris, que aumenta de tamanho, assim como os pequenos lábios - um processo chamado vasocongestão. O problema é que, muitas vezes, as mulheres não chegam nem a se dar conta de que isso acontece. "Nós estudamos isso por anos e, para as mulheres, não é tão fácil autoavaliar a vasocongestão", ressalta Prause. "Então nós sabíamos que a chance de fazermos algo nesse sentido e de que as mulheres relatassem que de fato estavam sentindo alguma coisa era praticamente zero." A maioria dos problemas sexuais das mulheres não tem relação com um fluxo insuficiente de sangue para região genital, destaca Lori Brotto, professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e diretora do Laboratório de Saúde Sexual da mesma instituição. Especialmente o mais comum deles: a perda ou a redução do desejo sexual. Nos homens, aliás, o viagra não funciona sem desejo - é preciso "ativação" do cérebro para que haja ereção. A questão central, nesse caso, é que o mecanismo de manifestação do desejo é bastante diferente entre homens e mulheres. Na visão de Prause, ainda que tudo isso estivesse claro desde cedo para muitos dos cientistas envolvidos nas pesquisas, o potencial de vendas de uma droga que pudesse chegar ao mercado com o mesmo marketing do viagra fez com que muitas farmacêuticas ignorassem os alertas. "Nós avisamos que não iria funcionar", ela reitera. Então estudante de pós-graduação no prestigioso Kinsey Institute, Prause acompanhava seu mentor quando, no começo dos anos 2000, se envolveu em um dos projetos do viagra feminino. Na primeira reunião com o grupo que conduziria a pesquisa, uma surpresa: apenas homens - a maioria acima dos 50 anos, médicos e sem PhD, ou seja, sem treinamento aprofundado em pesquisa científica.

Suplemento Formato Preço médio em euros Disponibilidade
FemiLibido Comprimidos 29,90 € Farmácias e parafarmácias
Lady Prelox Cápsulas 34,50 € Lojas de produtos naturais
Femigel Gel tópico 22,00 € Farmácias online
LibidoFem Amploas 18,75 € Ervanárias e lojas online
Herbal Libido Chá em saquetas 12,90 € Supermercados e ervanárias

"Tinha uma secretária também, que entrava na sala às vezes para servir bolinhos", ela brinca, emendando que acredita que os envolvidos "estavam lá com a melhor das intenções, que queriam ajudar as mulheres e realmente achavam que estavam diante de algo que poderia fazer isso".

O enigma do desejo feminino

Então estudante de pós-graduação no prestigioso Kinsey Institute, Prause acompanhava seu mentor quando, no começo dos anos 2000, se envolveu em um dos projetos do viagra feminino. Na primeira reunião com o grupo que conduziria a pesquisa, uma surpresa: apenas homens - a maioria acima dos 50 anos, médicos e sem PhD, ou seja, sem treinamento aprofundado em pesquisa científica. "Tinha uma secretária também, que entrava na sala às vezes para servir bolinhos", ela brinca, emendando que acredita que os envolvidos "estavam lá com a melhor das intenções, que queriam ajudar as mulheres e realmente achavam que estavam diante de algo que poderia fazer isso". Ainda assim, preco viagra farmacia portuguesa a sensação é de que "não houve um debate razoável sobre o que é resposta sexual feminina - os gatilhos para o desejo e a excitação, a conexão (ou desconexão) entre o que acontece no cérebro e no restante do corpo - e sobre por que aquela abordagem provavelmente não iria funcionar". "E isso não é algo único daquela empresa", completa a cientista.

Sildenafil genérico

Boolell concorda que a indústria farmacêutica deveria "ter ouvido mais as mulheres". Em 2004, quando a Pfizer anunciou que estava suspendendo seu projeto, ele deu uma série de entrevistas para explicar os motivos. "Há uma desconexão em muitas mulheres entre as mudanças na genitália e as mudanças no cérebro [durante a resposta sexual]", disse na ocasião. "Essa desconexão não existe entre os homens. Homens têm ereções consistentemente na presença de mulheres nuas e querem fazer sexo. Ainda assim, preco viagra farmacia portuguesa a sensação é de que "não houve um debate razoável sobre o que é resposta sexual feminina - os gatilhos para o desejo e a excitação, a conexão (ou desconexão) entre o que acontece no cérebro e no restante do corpo - e sobre por que aquela abordagem provavelmente não iria funcionar". "E isso não é algo único daquela empresa", completa a cientista.

Medicamento Substância ativa Indicação principal Estado em Portugal
Addyi Flibanserina Desejo sexual hipoativo Aprovado mas não comercializado
Vyleesi Bremelanotida Desejo sexual hipoativo Não aprovado na UE
Osphena Ospemifeno Dispareunia pós-menopausa Não aprovado na UE
Intrinsa Testosterona transdérmica Desejo sexual hipoativo Aprovado pela EMA mas não em Portugal

Boolell concorda que a indústria farmacêutica deveria "ter ouvido mais as mulheres". Em 2004, quando a Pfizer anunciou que estava suspendendo seu projeto, ele deu uma série de entrevistas para explicar os motivos. "Há uma desconexão em muitas mulheres entre as mudanças na genitália e as mudanças no cérebro [durante a resposta sexual]", disse na ocasião.

As mulheres podem tomar viagra normal?

Para desconstruir alguns mitos sobre o desejo e satisfação sexual, aqui tem o link certo. Descoberta por acaso pela Pfizer, a "pílula azul" se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Só nos primeiros três meses, os americanos compraram o equivalente a US$ 400 milhões da droga para disfunção erétil. Não demorou para que a indústria farmacêutica voltasse os olhos para a outra metade do mercado - as mulheres - e visse aí uma oportunidade de dobrar seus lucros. "Eu comecei a estudar fisiologia sexual bem na época em que o viagra apareceu.

Aprovação e estatuto legal em Portugal

E a sensação era de que, naquele momento, muito dinheiro passou a fluir para a pesquisa em sexologia", relembra Nicole Prause, neurocientista e pesquisadora ligada à Universidade da Califórnia (UCLA). Nossa ciência [fisiologia sexual] ainda é de certa forma marginalizada, é vista como uma área arriscada. Há muitas companhias que não querem nem chegar perto desse assunto." Quase 25 anos e muitos milhões de dólares depois, a indústria farmacêutica nunca conseguiu emplacar uma versão da "pílula azul" para as mulheres. A história do viagra masculino é bastante conhecida. "Quando alguns dos participantes dos testes clínicos começaram a relatar que vinham tendo mais ereções que o normal. "Essa desconexão não existe entre os homens. Homens têm ereções consistentemente na presença de mulheres nuas e querem fazer sexo. Com as mulheres, as coisas dependem de uma miríade de fatores." Depois do fracasso, as farmacêuticas gradativamente fecharam as torneiras e o ciclo do financiamento abundante para pesquisas em fisiologia sexual minguou. Prause, que a essa altura já estava no departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia como pesquisadora associada, começou a enfrentar resistência interna na instituição para continuar tocando um estudo sobre orgasmo e depressão.